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Live Commerce é reviravolta para o varejo

Live Commerce é reviravolta para o varejo 07 MAIO

Em 2021, as vendas do e-commerce na China devem corresponder a 52,1% do resultado do varejo no país, segundo o site eMarketer. O que fará da potência mundial, a primeira do mundo a registrar mais da metade das transações do setor varejista no ambiente online. Diversos elementos contribuem para esse recorde, entre eles, um dos mais curiosos e atrativos é o Live Commerce. “As empresas estão de olho em como incluir esse formato no seu negócio digital. E para o consumidor é uma forma de juntar as compras ao entretenimento. Praticamente, uma reviravolta na maneira como enxergamos o comércio eletrônico”, diz a co-fundadora da produtora de imagem Fotopontocom, Carolina Soares.

O Live Commerce é a venda ao vivo de bens de consumo, por meio de uma transmissão por streaming. Durante a live, o comprador assiste um representante da marca falar sobre um ou mais produtos, tira dúvidas através do chat e compra o item que quiser, ali mesmo, com descontos exclusivos. A sensação em torno do formato foi tamanha, que no último ano as empresas passaram a contratar influenciadores para liderar os eventos. Em alguns casos, os próprios CEOs assumem a posição e interagem em tempo real com a audiência.

A explosão do modelo se deu na China, com a gigante Taobao, do Alibaba, e o e-commerce JD.com, embora especialistas já vejam um futuro próspero para as plataformas audiovisuais, como Douyin (semelhante ao TikTok) e Kuaishou (app de compartilhamento de vídeos curtos). No Brasil, muitas empresas se adiantaram para adotar a estratégia. Um exemplo é o da C&A, patrocinadora do reality show Big Brother Brasil 2021, transmitido pela TV Globo. Além de fornecer os looks que são usados pelos brothers dentro da casa, a marca encabeçou ativações únicas. Entre elas, um desfile com modelos em hologramas e promoções em tempo real para os telespectadores que escanearam o QR da tela, associando a omnicanalidade ao e-commerce. Além disso, live commerces nas redes sociais da varejista engajam e convertem ainda mais.

Ao gerar entretenimento e diversão na compra online, a empresa dissipa a impessoalidade da tela. Outro benefício é a relação de confiança entre o comprador e quem lidera a live que, normalmente, fortalece a imagem do produto. Mesmo quando a venda não é fechada no momento, vale ressaltar a oportunidade valiosa de educar sua audiência sobre o seu mix e mercado.

 

Fonte: Fotopontocom