Notícias

Sustentabilidade e certificação são os assuntos da última live do 3º Seminário de Desenvolvimento Econômico

Sustentabilidade e certificação são os assuntos da última live do 3º Seminário de Desenvolvimento Econômico 03 SETEMBRO

O Programa Origem Sustentável marcou o tema da última live do 3º Seminário de Desenvolvimento Econômico de Novo Hamburgo. Transmitido ao vivo pela TV Câmara NH nesta quinta-feira, 2, o painel trouxe um bate-papo com o presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Haroldo Ferreira, e com a superintendente da Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal), Silvana Dilly. A conversa foi mediada por Paulo Griebeler, presidente-executivo do Instituto Brasileiro de Tecnologia do Couro, Calçado e Artefatos (IBTeC). Além de detalhar o processo de certificação, Silvana apontou que chegou o momento de o Brasil se posicionar em nível mundial em relação à sustentabilidade. "Assim como a Itália é referência na moda e a Alemanha na tecnologia", explicou.

Sustentabiliade e certificação são os assuntos da última live do 3º Seminário de Desenvolvimento Econômico

Foto: Reprodução

Segundo Haroldo Ferreira, o Programa Origem Sustentável garante certificação para as empresas da cadeia calçadista. “Atualmente, algumas já estão certificadas, mas, felizmente, estamos com mais de 50 empresas em processo de certificação. Cada vez mais empreendedores estão aderindo por entender que, além de atributo comercial, representa muito para a própria sociedade, para as gerações futuras”, destacou.

Programa Origem Sustentável

Conforme Silvana, o Origem Sustentável é o único programa de sustentabilidade do mundo que certifica a cadeia calçadista e possui abrangência internacional. “É um selo que fortalece a imagem da marca e atrai mais negócios. É um guia para a gestão da sustentabilidade”, explicou a painelista. Ela ressaltou que a construção do programa começou em 2013, e que a sustentabilidade não era trabalhada com todo o significado da palavra, mas reforçava o pilar ambiental no qual estava ancorado. "Nosso programa está sustentado em três pilares: econômico, ambiental e social. Mais tarde pretendemos reforçar o aspecto cultural", disse. Ela citou o caso da Natura como empresa que valoriza de forma muito inteligente e eficaz a imagem brasileira. "Ela é um exemplo de empresa que sustenta sua atuação em todos os pilares, com enfoque na sustentabilidade".

A superintendente revelou que, para aderir ao Programa Origem Sustentável, a empresa tem de ser sócia da Assistencal e da Abicalçados. Ela explicou que o programa tem todo um manual, considerando como são trabalhados os indicadores. São 104 no total: 37 relacionados ao aspecto social, 31 ao ambiental, 16 à gestão, 16 a aspectos econômicos e quatro no âmbito cultual. Ela exemplificou cada indicador e mostrou como se dá a evolução de uma empresa dentro do programa.

Conheça as fases do Programa:

Autoavaliação: Por meio de ferramentas disponibilizadas pelo Programa Origem Sustentável, nesta etapa a empresa realiza uma autoanálise da sua conformidade quanto aos indicadores obrigatórios do nível de certificação de entrada (bronze). Como consequência desse processo, também realiza as definições do perfil da empresa e dos limites organizacionais.

Adesão: Nesta etapa, a organização aprovada na autoavaliação realiza a adesão ao processo de certificação do Programa Origem Sustentável. A adesão é formalizada com a assinatura de um termo de adesão pela alta direção da empresa, fortalecendo o senso de comunidade do programa e o ingresso de um novo membro.

Preparação: São 12 meses para a empresa se organizar.

Verificação: Fase em que são realizadas auditorias híbridas – físicas e digitais.

Certificação: Esta etapa compreende a entrega formal do certificado e do selo do Programa Origem Sustentável para a empresa e suas marcas e/ou unidades. A validade é de dois anos.

Recertificação: Recomenda-se que a empresa inicie esse processo seis meses antes do vencimento da certificação, para haver tempo hábil de preparação e para não ocorrer de ficar descoberta do certificado após sua expiração.

Outro ponto levantado durante a live é de que a pandeia acelerou a questão do digital e da sustentabilidade, assuntos que estão em pauta em nível mundial. Entre as empresas já certificadas no setor coureiro-calçadista estão a Bibi Calçados, Tintas Killing, Usaflex e Via Marte. “É um processo contínuo. As empresas precisam trabalhar a sustentabilidade. Ela não é mais uma questão opcional. O público quer saber quais ações estão sendo desenvolvidas neste ramo", reforçaram os palestrantes.

Saiba mais sobre o Programa Origem Sustentável.

História do Seminário

A terceira edição do Seminário de Desenvolvimento Econômico de Novo Hamburgo apresentou uma série de debates com o objetivo de pensar alternativas aos diversos setores produtivos em meio à crise gerada pela pandemia da Covid-19. A atividade foi promovida pela Comissão de Competitividade, Economia, Finanças, Orçamento e Planejamento (Cofin) e pela Escola do Legislativo hamburguense em parceria com diversas entidades. O seminário integra o calendário oficial de eventos do município desde a sanção da Lei nº 3.286/2021. O evento foi 100% online e gratuito. Todas as lives podem ser assistidas novamente na programação da TV Câmara NH, canal 16 da Claro/Net, ou pelo youtube.com/TVCamaraNH.  

Participaram da organização do evento: Associação Brasileiras das Indústrias de Calçados (Abicalçados); Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom e Estância Velha (ACI-NH); Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal); Avança NH; Câmara de Dirigentes Lojistas de Novo Hamburgo (CDL); Conselho Regional de Desenvolvimento do Vale do Rio dos Sinos (Consinos); Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese); Faccat; Fundação Liberato; Instituição Evangélica de Novo Hamburgo (IENH); Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense (IFSul); Instituto Brasileiro de Tecnologia do Couro, Calçado e Artefatos (IBTeC); Ordem dos Advogados do Brasil – Subseção Novo Hamburgo (OAB-NH); Prefeitura de Novo Hamburgo; Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae); Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs); e Universidade Feevale.

O público marcou presença virtual no evento e fez diversos questionamentos e apontamentos no decorrer da apresentação. O vereador Enio Brizola (PT), presidente da Cofin, também prestigiou a última noite de debates.  Confira a Live na íntegra:

Clique AQUI.

Fonte: Câmara Municipal de NH